Marmanjo sustentado pela mãe é foda... Mudei os planos pra hoje, e resolvi não ir mais ao cinema. Eu já vi o filme no computador mesmo, posso esperar mais alguns dias pra ver na telona. Ao invés disso, fiz uma espécie de acordo com a minha mãe (atualmente, minha única fonte de renda). Eu tenho até o dia 09 pra provar que eu consigo viver sem dar gastos supérfluos a ela: nada de cigarros, nada de bebidas, nada de festas. Se eu conseguir suportar, melhor ainda, já realizo mais um grande desejo dela, que era o de que eu parasse de fumar (se bem que, chegando no Rio, duvido que eu não volte ao vício). Em troca disso, ela vai pensar seriamente e com muito carinho em, depois do dia 05 (quando sai o tutu), separar uma quantia módica para possibilitar a minha viagem ao Rio. Mas, como minha mãe sempre foi meio pé atrás... Não sei se eu acredito muito. De qualquer forma, espero estar pisando no chão carioca lá pelo dia 11.
Oito e quarenta... Vou tomar um banho rápido, acordar a velha pra pegar dinheiro, e me mando pro cinema.
Tá frio e eu tô tremendo no ritmo da marcha imperial... Olha só a sequela!
Refugo de copa do mundo:
Coisa> pra quem odeia copa parece tah gostando hein zunto?
PrEsUnToW> ..:Coisa:.. leia o blog
PrEsUnToW> todas as suas perguntas serão respondidas
Coisa> ¬¬
Coisa> eu soh fiz um comentario
PrEsUnToW> UAHuahUHAU
PrEsUnToW> bom...
PrEsUnToW> eu sempre falei: não gosto de futebol, mas copa até que é uma desculpa legal pra encher a cara com os amigos... porém isso se torna impossível quando o jogo é às TRÊS da madruga de uma quinta-feira, por exemplo... :)
PrEsUnToW> bom... Hj eu enchi a cara, comi churrasco, tirei onda com a cara dos meus tios, fumei horrores, e ri mais ainda... Continuo não gostando de futebol, mas que foi divertido assistir à final, isso foi
Bom... Tá certo! Nicolas Cage não tem lá muita coisa a ver com John Constantine... Pelo menos não fisicamente. Mas se formos analisar mais a fndo, poxa, só ele mesmo conseguiria fazer o papel. Ele é quarentão e filho da puta. Aquela careca dele, cada vez mais saliente, até que é fácil de esconder. Acho que, por influência da Tati, talvez, eu conseguiria aceitar faicilmente que alguém como o Kiefer Sutherland o substituísse (vai dizer que não ia ficar legal?), mas porra... KEANU REEVES??? Aí já é chutar o blade de vez... À pqp com os filmes "super-heroísticos" da WB...
É... Tá bom... eu admito! Acordei cedo ontem (não por nenhum motivo futebolístico, já que na última semana eu venho acordando cedo todos os dias. Hoje, por exemplo, acordei às cinco da manhã), me arrumei e fui pra casa do meu tio assistir à final da Copa do Mundo. Diferente dos outros jogos (que eu ficava no computador, escrevendo reclamações on-line do tipo "enfiem as cornetas no rabo"), fiquei sentado na frente de uma televisão 14 polegadas, acompanhando jogada por jogada (nem todas, algumas eu perdia quando daía pra pegar mais uma cerveja) e até posso dizer que levantei minha voz em uns 20% pra comemorar (um pouquinho) os dois gols do Brasil.
Claro que não tomei extremos. Não fiquei correndo de um lado para o outro como um tio meu (Alfredo) que ia cuidar um pouco do churrasco e voltava desesperado cada vez que o Galvão dizia "Pode ser agora!". Nem perdi o controle como um outro tio meu (Adriano) que saltava da cadeira e jogava a chave do carro para cima (chegando a cair da cadeira e perder a chave umas duas ou três vezes). Também não saí da realidade como a minha mãe, que gritava com a televisão (uma outra televisão, dentro da casa, junto com o resto da mulherada, que preferiu ficar longe dos cigarros e papos masculinos da varanda), ameaçava o juiz, e, posso jurar, esperava que a televisão respondesse.
Não conversei sobre a atuação do Ronaldinho Gaúcho, não bati palmas para o Ronaldo, não critiquei o Galvão Bueno, nem rolei pelo chão ao final do jogo gritando "é penta! É penta!". Simplesmente fiquei sentado na minha cadeirinha, fumando cigarro, bebendo cerveja (mais do que eu deveria, por sinal), e ocasionalmente me oferecendo para ajudar com o churrasco. Foi o típico jogo "em família", representando a única forma plausível (para mim) de se assistir a um jogo de copa do mundo: se reunir e festar com a família e os amigos. Coisa praticamente impossível de se fazer às três da manhã de uma quinta-feira, mas que funcionou muito bem às oito da manhã de um domingo.
Depois do jogo ainda tive vários agrados, como conversar de política e planos futuros com a vizinha do meu tio, ou rever a minha tia (Adriana), que estava meio sumida depois da separação, mas mostrou que está muito firme e de pé no chão (eu fiz questão de dizer isso a ela, e acrescentar como eu me sentia invejoso da pessoa maravilhosa e bem sucedida que ela era. Ela sorriu como eu não a via sorrindo há muito tempo).