Ilhan Ersahin pela Trama!

Quem me conhece a um bom tempo já deve ter ouvido falar da banda Wax Poetic, e em alguns casos, até da sua irmã mais nova, Love Trio. Ambas são criações do saxofonista e pianista Ilhan Ersahin, homem-multifuncional, dono de bar, sueco, e por grande coincidência, meu tio (além de um grande amigo).
Pras pessoas a quem apresentei a banda, foi paixão imediata. Muitos me perguntavam desesperados onde podiam comprar o Cd, o que era uma pena, já que os únicos que vinham para por esses lados eram os que o próprio Ilhan nos enviava.
A alguns meses o Ilhan me enviava notícias sobre o novo cd, como a participação de Norah Jones (que fez farte do Wax Poetic durante uns dois anos e inclusive faz participação em uma das faixas do primeiro disco) em duas faixas de autoria conjunta dela com o Ilhan. Eis que hoje recebo uma ótima notícia: Ilhan Ersahin chegou ao Brasil. Os discos de estréia tanto da Wax Poetic quanto da Love Trio (que eu tive o grande privilégio de ver ao vivo quando eles passaram por Floripa) acabam de serem lançados aqui pela Trama, e o Ilhan me noticiou isso com bastante alarde.
E até me ofereceu uma espécie de emprego :P
MUITO LEGAL! :P

Guerra de caixas de som

Um dos grandes desafios a quem tem bom gosto musical (ou pelo menos pensa isso de si mesmo) é suportar o gosto dos vizinhos. Principalmente os vizinhos com grandes caixas de som. Aquele seu vizinho de cima tem um dolby fucking digital mothafocka supersound 53.04 turbo e insiste em ouvir rap e pagode o dia todo, enquanto você se envergonha das suas duas caixinhas de som do lado do monitor. Isso acontece com vocês? Se acontece, é porque não conhecem o potencial de uma caixinha de som. A devida equalização + um quartinho pequeno + a música certa detona com qualquer vizinho pentelho.
Há várias opções nesses casos, mas ultimamente minha preferida tem sido Dark Beat (Murk Monster Mix), de Oscar G & Ralph Falcon. É tiro e queda. Acaba com o pagodeiro do andar de cima e com a sertaneja do prédio do lado.
Claro que, a longo prazo, fode com as suas caixinhas também.

Tá... Acho que isso prova que sou péssimo em greves. Um comentário vai ter que ser o suficiente.
Povinho parece que tem preguiça de digitar um mínimo "oi" que seja. O counter ali do lado vai subindo, subindo, e os comentários vão se tornando cada vez mais escassos. Das duas uma: ou o que escrevo é tão maravilhoso e bem construído, que ninguém consegue pensar em nada a acrescentar; ou eu só escrevo merda mesmo e ninguém mais se interessa. No caso, se for a segunda alternativa, por que diabos as pessoas continuam vindo aqui? Tenho certeza de que este blogue não têm tido o tipo de propaganda responsável por atrair novos leitores.

* * *

Acho que nunca escondi (ou se escondi, nunca o fiz com muita vontade) que não vou muito com a cara do meu cunhado. Não o Júnior. O Júnior é legal. Naqueles seus cento e oitenta e três centímetros desajeitados de altura há uma ingenuidade e uma doçura que torna quase impossível não gostar do cara. Os que o fazem, é por pura inveja.
Meu grande problema é com o namorado da minha irmã. Ou ex-namorado, ainda não se sabe. O senhor David, músico de quase-sucesso e muita sequela na cabeça. O Visconde de Sabugosa frequentou meu bar sem jamais ser capaz de me cumprimentar ou mesmo trocar uma ou duas palavras comigo, e de repente ele surge do nada, invadindo um território ainda mais íntimo para mim: a minha casa.
Já na primeira oportunidade que tive de conversar com o cara, deixei a antipatia natural que tinha por ele de lado, e (sem minha irmã saber - ela me mataria se soubesse disso), fiz questão de aconselhá-lo: era bom que ele desse muito valor à minha irmã, pois ele era mais feio e mais sequelado que eu; e eu, por exemplo, tinha certeza absoluta que nunca tiraria a sorte grande de ter uma mulher como a minha irmã. Ele tinha, e estava jogando fora. Chance como essa, ele nunca teria de novo.
Não sei se foi o conselho ou outra coisa, mas os dois se entenderam logo em seguida. Ele dormia mais aqui do que na casa dele, almoçava e tomava café com todos da família, e trouxe metade dos seus pertences pra cá. Bem dizer, se mudou para o quarto da minha irmã. Isso deve ter feito com que ele se sentisse meio "o homem da casa", pois logo já estava a bater as portas com raiva e sair fazendo escândalos pela rua enquanto minha irmã chorava no sofá da sala. Ou melhor. Fez isso uma única vez. No dia seguinte, sentados à mesa do café, conversamos eu e ele. Minha mão tremia, de ódio. Tinha vontade de espancá-lo com a cadeira da cozinha. Me segurei, tentei ser o menos agressivo possível (mas vocês devem entender que é muito difícil), e lhe disse que se esperava continuar sendo bem recebido nesta casa, um mínimo de respeito por mim, minha mãe e, principalmente, pela minha irmã; ele precisava ter. Bater portas no meio da madrugada, acordar minha mãe por causa dos gritos, e me forçar a ver a cena deprimente da minha irmã aos prantos ao lado do telefone; definitivamente não eram exemplos desse respeito. Nunca vi minha irmã engolindo tantos sapos por causa de alguém, principalmente por um namorado. E me fazia espumar de raiva o pensamento que ela se entrega assim tão completamente a alguém como ele, que não fazia por merecer essa dedicação.
Após essa nossa conversa, eles passaram a brigar na entrada do prédio, onde não incomodavam ninguém.
Perdendo novamente o tom e a linha conexa deste texto, e dirindo o narrador a você, ocasional leitor: isso seria motivo suficiente para não gostar do cara? Ou é simplesmente um sentimento não-coeso influenciado (e muito) por uma natural preocupação pela própria irmã? A resposta é complicada, mas bastante válida. Em primeiro lugar, não vejo por que esconder que nunca tive grandes afetos pela minha irmã. Por muitas vezes a acho egoísta, arrogante, e inclusive mesquinha. Ela tem um ar de superioridade e um talento para se provar sempre certa (mesmo, e principalmente, quando não está) com que poucos são capazes de lidar. Mas ela é minha irmã. E também tem seus momentos de fraqueza, onde ela precisa desesperadamente que alguém lhe estenda a mão, e ao invés de esperar, perdida, por essa ajuda, ela pede àqueles que mais lhe importam: nós, a família dela. É uma pessoa que não aceita de maneira alguma o meu jeito de ser (da mesma forma como não aceito o dela), mas o entende como ninguém. Por fim, é minha irmã, que me protegeu várias vezes e foi protegida tantas outras por mim, dividiu por duas décadas o mesmo teto que eu. E, por mais desprezível que fosse (graças a Deus não o é), ainda seria merecedora desse meu desejo de que esteja sempre bem.
Então, me delongando ainda mais neste texto desconexo e movido pela emoção confusa, dou-lhes um novo motivo para minha grande antipatia pelo personagem citado: apesar de tantos motivos que eu tinha para agredí-lo, e mesmo assim nunca o fiz; ele próprio tomou a iniciativa. Invadiu meu quarto, elevou a voz, acusou-me de uma falta que eu não havia cometido, e ainda ameaçou-me fisicamente. Nas suas palavras, me quebraria a cara dentro da minha própria casa, na frente de quem estivesse por perto. E poucos dias após quis fazer que nada havia acontecido e me cumprimentar como um bom e velho amigo. À merda com o desgraçado.
À merda com o desgraçado, que fez minha irmã de gato e sapato quando os dois foram morar em Belo Horizonte. Que fez minha irmã chorar de desespero e perder noites de sono porque o namorado havia sofrido um acidente com a moto. Que descontou nela a raiva que tinha por não poder andar e a acusava de inútil, quando esta tinha deixado de trabalhar para poder se dedicar às necessidades dele. Que se aproveitou de todo o amor dela quando ele mais precisava, e assim que pôs os pés no chão e voltou a andar e tocar, se desfez desse amor com a facilidade que se joga fora um pano de chão já muito gasto.
À merda com ele, que bebeu do carinho da minha mãe, comeu à minha mesa, se cobriu com os lençóis que eram meus, provou de uma intimidade com a minha irmã que antes só era reservada a mim, e não cumpriu a única exigência que lhe foi feita em troca de tudo que essa família lhe deu de bom grado: que cuidasse, e muito bem, daquela que tão bem dele cuidou.

* * *

De alhos para bugalhos. Voltei a estudar. Tudo bonitinho, como de ver. Apostila, pasta nova, caneta, e a namorada indo se despedir de mim na porta de casa. É. Estudar até que pode ser bastante agradável.

* * *

Ontem, numa escapada básica dos estudos, acabei indo parar na escadaria, onde encontrei o Parazitta. Me ofereceram um copinho de cachaça, e recusei. Ofereceram de novo, e de novo. Lá pela quinta, topei. Cenas bizarras, como a menina que me pediu aulas de inglês. Traduzi três ou quatro frasesinhas para ela, como "God is real, but is in heaven", e expliquei a diferença de sky/heaven e o contexto da frase. Por fim, me pediu que verificasse uma frase que ela mesma havia traduzido, com o dicionário do lado: "Himself to love signify to suffer, no wish more to love you". Li a frase umas três vezes tentando entender melhor... "Ele mesmo para amar significa para sofrer, sem mais desejo de amar você" foi a melhor tentativa. Então ela me mostrou a frase original e eu fiquei rindo uns quinze minutos: "Se amar significa sofrer, não quero mais amar você".

- Porque tás rindo? Eu procurei no dicionário....

* * *

A mesma menina, Jacqueline, pouco tempo depois estava sentada num canto, emburrada, enquanto três ou quatro bêbados tentavam segurar o seu namorado, ainda mais bêbado, que chorava, o nariz escorria até o queixo, e gritava que alguém tinha batido nele.

* * *

Cheguei em casa, meio torto, ensaiando a historinha: "Saí na última aula, encontrei o parazitta, comecei a beber, tentei te ligar, mas meu celular estava sem bateria". "É. Tá perfeito. Resume direitinho a coisa toda".
Não adiantou. Cheguei em casa e tomei esporro por ter bebido sem a patroa. Pra compensar meu delito, deixei ela abrir a garrafa de Johnnie Walker.

Blogue em greve absoluta até que surjam comentários

Porra! e eu lá sou obrigado a saber que Rogério Flausino é vocalista do Jota Quest e que Samuel rosa é do Skank? Eu não curto (aliás, pouco suporto!) nenhuma das duas bandas. Então, se eu erro o nome do irmão do Sideral, é um erro justificável.
De qualquer modo, tá arrumado o post.

Liberdade de ir e vir, nos garante a constituição brasileira e o estatuto dos direitos humanos. Se não me engano.
Mas nada falam sobre pessoas inconvenientes.

O Ladrão de Camas

Mais uma de gente famosa. Essa foi na época do Subway, quando rolou show da Elroy. Pra variar, me jogaram pra portaria. Aproveitei enquanto o show não começava (e a escadaria ainda estava relativamente vazia) pra tomar uma cerveja e bater um papo com o Rafael. No meio de uma piada, um moleque de cabelo comprido todo envergonhado se aproximou de mansinho e ficou escutando a conversa. De repente ele se manifestou:

- Anh... Tu não é o Rafael?
- Sou sim.
- Tu toca no Planet Hemp, né?
- Arram...
- Cara, que massa! O som de vocês é muito foda! Bla Bla Bla (insere-se aqui os comentários habituais de fãs pentelhos, incluindo o obrigatório pedido de autógrafo).

O tal moleque foi embora todo feliz, provavelmente foi correndo contar pros amigos que tinha apertado a mão do ídolo. Tomei mais um gole de cerveja e olhei pro Rafael, que parecia meio aturdido.

- Isso acontece muito?
- De vez em quando.

Fim de noite, todo mundo bêbado e quebrado, tive de fechar o caixa e dar uma limpada superficial no bar. Quando achei que ia poder descansar, o dia já nascido, me dirigi ao estúdio (onde improvisava minha cama na poltrona do Walério) e dei de cara com uma bunda gigante e uma moita de dreadlocks ocupando o meu lugar. Tive de ir dormir no hall do bar, passando frio, com as costas doendo, e ainda tendo de aturar os roncos do desgraçado.
É, minha gente. Como poderia dizer um dia meu antigo professor de história:

- Gente famosa também peida, arrota e tem dor de dente.

Rogério Flausino é um mané

Diz a minha irmã que o Rogério Flausino é um mané completo. Ela deve saber, afinal vive cruzando com o cara (meu cunhado toca na banda do irmão do cara). Segundo ela, ele tem essa coisa de achar que é amigo de todo mundo, por ser famoso. Sai por aí cumprimentando todo mundo, dando uma de amigão, como se conhecesse o fulano desde que nasceu. Pois um dia ele apareceu na casa de não sei quem, e minha irmã estava lá.

- E aí, querida? Tudo bem contigo?

Minha irmã, pouco filha da puta que é (filhadaputice é de família, do lado do meu pai), fingiu que nunca tinha visto o mané na vida.

- Quem é você? Ah... Tu é o irmão do Sideral, né?
- Isso!

O sujeito abriu aquela cara de "legal, fui reconhecido, eu sou o máximo!".

- Mas... Tu é o mais velho ou o mais novo?

Vale lembrar que o tal irmão mais velho é cantor sertanejo. Ele não ficou lá muito feliz de ser confundido assim... ^_^

É temporada de reencontrar pessoas. Semana passada, saí com a Célia de noite pra devolver os DvDs. Saindo da locadora em direção ao posto, a Célia reconheceu um rapaz que estava em um carro, e disse que já tinha recebido várias cantadas do dito cujo. Não vi o fulano, mas fui encontrá-lo no caixa do posto. Era o Renato, amigo meu desde moleque. Estudamos juntos no coração de Jesus, e passamos muitos verões como unha e carne - ele tem casa na praia da Daniela, perto da minha. Inclusive, ele estava junto quando fiquei com uma menina pela primeira vez. Não embolado no meio, claro. Ele estava com uma e eu com outra. Só pra ninguém pensar besteira.
Com uma diferença de uns cinco minutos, encontrei o irmão do Paulinho. Não me perguntem o nome dele, eu sempre esqueço. Ele e o irmão eram frequentadores assíduos do Subway, viviam com dinheiro no bolso. O Paulinho, mesmo, estava sempre cheio de mulheres à volta, dirigindo o seu carrão, conseguindo as melhores mesas da Continental e entrando de graça em lugares como Lupus e Café Cancun. Hoje o Paulinho pega ônibus e trabalha com telemarketing, e o seu irmão trabalha no ampm.
Não bastassem esses encontros aleatórios, ainda encontramos o Taylor quando íamos embora. O Taylor já é mais ou menos conhecido. Saía muito com ele na época do #eml; eu, ele, o Trocero, o Feijão, e todo o pessoal desaparecido daqueles tempos. Ele falava pelos cotovelos, sobre pessoas que eu não vejo a anos, e discursava sobre seus paradeiros atuais. Disse também que tinha voltado a sair com o Trocero, e tinha inclusive conhecido boa parte do pessoal do #pijamashow, e estava frequentando bastante a casa da Sarah.
Uns dois dias depois, de passagem de novo pelo posto, lá estavam Blackbull, Tadashi e Luiza. Rimos muito, falamos bobagem, e no meio da conversa dei de cara com o Henrique, outro cliente ferrenho do Subway. Convidei o trio (luiza/tadashi/black) pra conversarmos aqui em casa, tomando um vinho e etecetera. Foi a chance de passear no novo possante da Luiza, enquanto o Tadashi babava em cima da playboy da Maryeva. O carro andou uns dois metros e quase fomos atropelados pelo Fred, que convidou todo mundo pra tomar uma cerveja num barzinho na trindade.
Sábado, na casa do Varda, eu e Averon discutíamos sobre o paradeiro do Windblow. Turista desgraçado, vem a Floripa e não liga pra ninguém. Mordi a língua no dia seguinte, quando ele ligou pro meu celular. Pra emendar o assunto turístico, hoje indo ao supermercado dei de cara com o Pedro. Esse sim me fez quase explodir de alegria ao matar a saudade. Ele e a Cris (proprietária) me viram do outro lado da rua e vieram correndo. Até hoje tenho o número da república em que ele mora, no interior de São Paulo, mas sei lá porque nunca consegui ligar (o principal motivo é que sempre esqueço o ddd da cidade). Vai ficar por aqui mais uns dias, até o fim do mês. Prometi ligar pra ele no fim de semana, pra marcarmos algo. Aliás, tenho de ligar pro Windblow de volta também.
Saindo do supermercado, já com sacolas no braço, ainda me deparei com outra Cris, dessa vez a Cris que fez teatro com o Wind. Papo rápido, conversa ninja, avisei que o Wind estava em Floripa, e dei um jeito de me mandar. Nunca gostei muito dela, pra falar a verdade.

Noite agradável. Saímos pra devolver os filmes na locadora e demos uma rápida passada no posto, onde encontramos Luiza, Black e Tadashi. Estavam sem ter o que fazer. Sentados fumando e falando besteira. Depois de muito conversa, convidei os três pra virmos aqui em casa, beber um vinho e jogar conversa fora. Saindo do posto, o possante da Luiza praticamente foi atropelada pelo carro do Fred, que convidou todo mundo pra tomar uma cervejinha num lugar desconhecido.
Uma cervejinha foi o tempo certo até o lugar ficar meio entediante, e viemos aqui pra casa, enfim. Vinho acompanhado das crônicas sexuais do Tadashi. Mais divertido, impossível.


 

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