Blogue às moscas...
Também pudera...
Orkut, Multiply, Fotologues... Quando pensava-se que o onanismo do ego virtual tinha chegado aos seus limites, eis que mais porcaria surge pra nos viciar. Mirc hoje é coisa de gente velha e saudosista... Oh!

* * *

Meu tio foi à Turquia fazer propaganda com a "Miss" daquele país e tentar conseguir dinheiro pra pagar as contas (entre elas, a do meu salário).

- She was really hot?
- She was tall and blonde... I thought she was gonna be all exotic...

Essa gringarada ficou mal acostumada.

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Vi Constantine. É bom. Ele não é loiro, não é inglês, e é medianamente bonzinho. Mas ainda é Constantine. Como eu consegui gostar tanto de um filme sobre um americano buscando redenção com uma metralhadora sagrada?

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Faltam um barão e meio do meu salário do bar. Não sei se vou receber tão cedo. Não sei se vou receber. Não sei.

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Pepe le Gambá perseguido por gatinhas pseudo-gambás. De onde surgem idéias tão estranhas pra trabalhos de faculdade?

Alegria de Pobre

Meu nome foi citado no Universo HQ, o principal veículo nacional de divulgação dos quadrinhos.
Num país onde fazer quadrinhos não é arte muito menos profissão, esse é bem o tipo de coisa que dá uma sensação gostosa, que poucos compreendem.

Procura por emprego está desesperadora. Outro dia cheguei a cogitar responder um anúncio que procurava ex-viciados pra trabalhar em fazenda de reabilitação. Eu ia ter de inventar graaaandes histórias pra convencer sobre meu "traumatizante passado com as drogas".
Fico imaginando como não deve ser difícil pro Marco, que está na mesma situação (desempregado, fazendo faculdade e vivendo da ajuda da mãe), com o diferencial de que tem uma década ou duas de vida a mais que eu.
Sinto-me cada vez mais tentado a mudar minhas convicções, morder a língua e começar a falar mal do Lula junto com o resto do país. Talvez isso ajude a manter a mente ocupada...

Já era hora de mudar um pouco as coisas por aqui. O layout antigo surgiu por pura preguiça. Este, não é exatamente um layout, já que tudo se resume à imagem acima... Mas pelo tempo que me tomou, vai ter de servir.
É engraçado como de vez em quando me surgem idéias boas, assim, do nada.
Não posso fazer muito propaganda, pois a Célia já está me incomodando pra refazer o blogue dela (naquela limpa que a kit.net fez quando passou a ser paga, foram-se embora os arquivos do layout dela, que estavam na minha página).
No mais, tudo em cima, beleza, jóinha. Segundo semestre logo está aí, e papai vai ter uma surpresa quando vir o preço da mensalidade, por culpa das optativas.
A busca pelo emprego sagrado continua, entre selvas de currículos e rugidos de concorrentes a uma mesma vaga.
Escrevi um roteiro novo, com tudo aquilo que eu não queria colocar em uma história do Sephirot. Mas botei, e o povo parece que aprovou. Falta arrumar desenhista. O segundo roteiro já está de processo criativo encaminhado, e deve começar a mostrar o lado místico do personagem.
Iogurte é vício declarado, mesmo com a lentidão e a frequência absurda com que me bloqueiam.
Sono não chega, criatividade não vai embora...
'Bora fazer mais vetoriais, então...

Este que vos fala, num primeiro teste no Expressions 3, nova ferramenta vetorial da Microsoft.

Velta Manga Parte V: Velta




Eu sei que eu deveria ter feito os cabelos de Velta mais compridos... Mas fiquei com preguiça.

Bom... Velta é a contraparte de Kátia. Isso todos já sabem. Pelo que eu disse antes, dá pra notar que vejo as duas com personalidades bem distintas. Mesmo dividindo a mesma mente, ao se transformar em Velta, Kátia dispararia uma espécie de gatilho. Toda a sua introspecção e timidez desapareciam no processo e dariam lugar ao exibicionismo e a um comportamento muito mais enérgico.
Resumindo, Velta falaria alto, riria das piadas mais bobas (principalmente das suas próprias) e faria tudo o que tinha vontade de fazer, mas na forma de Kátia não podia. Seria uma pessoa muito menos contida, por assim dizer.
Uma adolescente num corpo de mulher podendo fazer tudo o que deseja? Isso abre muito espaço pra comédia, sem dúvida.

Velta Manga Parte IV

Resumão II: Emir Ribeiro











Velta Manga, Parte III

Resumão I: Katsura













Velta Manga, Parte II

Referências e Comparações

Quando penso em uma versão “mangalizada” de Velta, não posso deixar de traçar um paralelo entre dois personagens e dois artistas. Velta, de Emir Ribeiro e Momonari Junta, de Masakazu Katsura. Irão dizer que estou louco, mas é algo com o que já me acostumei.
Katsura é dono de um estilo único, e uma mente obviamente pervertida. Fazendo mangas para o público juvenil, suas mulheres são idealizadas: lindas, inocentes, e extremamente sensuais em sua ingenuidade. Alguns chegam a caracterizar seus trabalhos como “super-soft-hentai”, ou seja, algo como “erótico super leve”. O que significa isso? Significa que Katsura tem uma insistência por poses e situações erotizantes. Mulheres de toalha, nudez sugerida, roupas extremamente justas que valorizam os “atributos” de suas personagens, e posições bastante indecorosas. Ainda assim, suas personagens (principalmente femininas) carregam características bastante nipônicas (como os olhos e formato do rosto, além de baixa estatura) ao contrário de muitos outros mangas onde há um desfile de louras esculturais e galãs multicoloridos. Assim como Emir Ribeiro, ele sabe valorizar o biótipo comum em seu país, e representa em suas histórias o ideal de beleza daquela cultura. Um exemplo disto é Iori, da série I’s (que infelizmente não saiu por aqui). Outra familiaridade entre os dois artistas é sua adoração por bundas (que aliás, é uma das características marcantes de Velta).
E já que estamos falando novamente de Velta, aqui entra a comparação da loura bunduda com Momonari Junta, o Mega Playboy de D.N.A.². Nesta ótima série de Katsura, é contada a história de um adolescente que tem um problema grave: ele vomita sempre que fica excitado; o que destrói suas possibilidades com as mulheres. Ainda assim, ele está predestinado a se tornar o maior playboy do mundo, engravidando cem mulheres que trarão ao mundo cem playboys idênticos ao pai, e esta será uma das principais causas da superpopulação no futuro. Uma agente deste futuro, Karin, é enviada à época de Junta para bloquear seu DNA de playboy, e assim salvar o futuro. Tudo acaba dando errado, porém, e Junta se torna o Mega Playboy antes do tempo, e com super-poderes. Começa a saga de um adolescente introvertido que se transforma ocasionalmente num super-galã que faz todas as mulheres se apaixonarem por ele. Está dando pra captar as semelhanças com Velta?

Personagens

Kátia: Eu vejo muito de Iori (de I’s) e outras garotas de mangas para adolescentes em Kátia. Imagino-a nos seus 14 ou 15 anos, mochila nas costas, freqüentando um colégio conservador e enfrentando os problemas típicos dessa idade. Ela seria uma menina muito bonita, mas um tanto quanto fechada, introvertida.

Sr. Farias: Um homem duro e disciplinador, único responsável pela criação de suas filhas. Eu o faria à imagem e semelhança de Emir, o grande “pai” de Velta (ou seja, rechonchudinho e bigodudo). Seria um homem um pouco antiquado, mas bastante batalhador e honesto. Suas atitudes repreensivas em relação às filhas seriam responsáveis por Kátia se “libertar” somente na identidade de Velta.

As irmãs Farias, e Kelson: Várias e várias irmãs. Não é necessário citar os nomes, já que elas representariam algo como as meias-irmãs de Cinderela. Estariam lá para tornar a vida de Kátia um verdadeiro inferno, e tornar mais evidente a crise de identidade que resultaria na personalidade de Velta. Originalmente, Emir criou apenas três irmãos: Kátia, Karina, e Kelson. Tudo o que eu fiz aqui foi dividir a personalidade de Karina em várias irmãs sem nome, e afastar um pouco Kelson da trama (já que ele é o mais velho e já não mora com o pai). Ele estaria presente, ocasionalmente, como um exemplo para Kátia. Uma característica bastante presente nos mangas é a adoração pelos irmãos mais velhos e desta forma, Kelson seria um modelo para ser seguido. Aos olhos de Kátia, ele seria maduro, inteligente, bonito e tudo o que ela procura num homem. Isso explica em parte a paixão instantânea de Kátia por Gilberto (que poderia muito bem ser amigo de Kelson, para aumentar a interatividade entre os vários personagens).

Gilberto: Um ex-policial que ficaria na cola de Velta, quando esta surgisse. Alto, louro e de olhos azuis, Kátia se apaixonaria por ele no primeiro momento, mas só conseguiria demonstrar esse sentimento quando estivesse na forma de Velta.

Zé Roberto: O “valentão da escola”. Como é minha idéia focar muito mais na intimidade de Kátia que em sua atuação como Velta, fico pensando em vários personagens para completar seu círculo de conhecidos. Zé Roberto, no caso, seria um garoto desprezível e cheio de maneirismos americanizados, que atormentaria Kátia e suas amigas.

Erick: O melhor amigo de Kátia, e seu único confidente. Erick seria secretamente apaixonado por Kátia, mas por ser tão tímido quanto ela, jamais encontraria a chance de se declarar, e por isso acabaria perdendo-a para Gilberto.

Snirko: Um alienígena asqueroso e de baixa estatura, fugitivo de seu planeta e inimigo de uma raça de mulheres altas e louras. Ele é o responsável pelos poderes de Velta, e funcionaria a princípio como uma espécie de mentor, até que Kátia descobrisse suas reais intenções.

Doroti: A pior inimiga de Velta não poderia ficar de fora desta versão manga. Os aspectos mais “esdrúxulos” de sua origem ficariam umpouco de fora, meramente subentendidos, e sua personalidade seria focada na curiosidade e no desejo de experimentar.

Homem de Preto: Um personagem que aprendi a gostar muito, e não poderia deixar de fora também. Aqui, eu o mudaria radicalmente, dando a ele um aspecto ainda mais sombrio, demoníaco. Não se saberia sua identidade jamais (como nas histórias originais do Emir) e, mais ainda, não se saberia suas intenções. Justiça seria a desculpa para a violência extrema deste personagem.

Continua no próximo post... ^_^


 

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