Interessante isso... Depois de ler o texto sobre o "Lugar Legal", a Cris disse que se lembrou de um lugar no mesmo estilo em Curitiba, o Circus Bar. A gente até já se combinava de ir lá um dia, pra conhecer, mas no site eles dizem logo de cara que o bar fechou esse ano. Parece que tiveram problemas com a prefeitura, e o público andava em baixa. Mas pelas fotos que vi, me pareceu bem legal, e as atrações que já tocaram lá realmente é material de primeira. A hora em que entrei no site e vi a foto da fachada, me surpreendi com a semelhança, mas acabou ficando por aí, pelo menos em consideração às fotos que vi do interior do bar. Mas isso remete-se só à parte estética do bar. O estilo e proposta realmente são bem próximos, e espero que o "Lugar LEgal" dure no mínimo os 9 anos que durou o "Circus Bar". ^_^
Selectors são legais... até agora, jah descobri que sou Baco, Deus do Vinho; um Escaflowne; A Bulma (de DBZ); e o Kenshin hehehe. ^_^
and again....
You can take the
McDonalds Product Test by Matio64
here!
Parece que eu ainda sou "esporrento demais"... Nada contra, do tipo. Quisera eu ter feito uma seleção melhor das pessoas que viriam à festa do leilão aqui em casa (isso talvez tivesse me poupado da multa de 500 reais pelo estrago no elevador), mas fazer o q... passado é passado. Só me senti meio indesejado demais ontem no shopping. Eu já havia feito planos para aquela noite, estava só esperando o Dalua e o Alex voltarem. De repente, na mesa em que eu estava, ouvi uma certa baixinha falando de festa... "Festa? Aonde!?", falei, brincando, como sempre. A reação dela que me foi estranha. Baixou a cabeça, ficou quieta e esperou alguns segundos pra mudar de assunto. Tá... Festa na casa de alguém que não me queria presente, tudo bem. Mas da Dea, que sempre considerei minha amiga, eu talvez pudesse esperar um pouco mais de sinceridade. Ainda mais depois ouvindo pessoas comentarem sobre a suposta festa, acabando por perceber que eu fora um dos únicos a não ser convidado. Não obstante, não se discutiam detalhes da festa perto de mim, e quando o fizeram, disfarçaram de uma forma sinistra, dizendo que era festa na Dea (nem repararam na estranheza de eu ter ido embora com todos eles, e ninguém ter se dirigido pra casa dela... nem mesmo ela própria). Tudo bem, tudo bem... Acabei mudando de idéia qto ao aniversário chato que eu ia, e não estava realmente muito afim de sair de casa (outras oportunidades surgiram, e foram todas descartadas), mas falsidade entre pessoas que convivem com você em certo nível elevado de intimidade, é algo que realmente incomoda, e deixa bastante magoado. Realmente chato isso, fiquei muito, mas muito chateado mesmo...
Ontem, por sugestão da Cris, entrei no mictório. Deus, que coisa horrível. Qualquer um pode botar um monte de idiotice na internet, com sons de pessoas soltando um barrão, e começar a contar os acessos. Essa gente parece que não sabe o que é humor de verdade... Perdoem-me... Adoro coisas idiotas, mas prefiro o tipo de idiotice, que é tão idiota, que você percebe que só um cara muito esperto pode ter feito aquilo. Tipo o humor político-retardado que fez célebre Os Simpsons (desenho animado a mais tempo em exibição na televisão), ou os escrachos nonsense de Monthy Python. Quer fazer humor? Fale merda por falar, mas não FAÇA merda... Quer dizer, em alguns casos até funciona, como no site do Cocadaboa, onde você pode mandar um "e-merda". Por apenas R$4,95 mais o frete, você envia um potinho de merda pra quem você quiser (a não ser que seja para um mebro do congresso, "aí paga só o frete. A gente caga de graça", como dizem os autores do site na primeira edição do "Rádio Cocadaboa"). Na verdade esse post não tem nada a ver... Só tô mandando pra ver umas mudanças q eu fiz no template do blog, e a porra do meu explorer não tá atualizando hehehe. Aproveitem e vejam as "merdas" que tem no RdR, o blog coletivo de quem não tem mais o que fazer. ^_^
Cara, que interessante... Meu tio sempre falava das turnêss que ele fazia, e me contava diversas histórias legais, sobre gente de quem eu curtia o som, e ele já tinha tocado junto. Meio que brincando, acabei de descobrir que ele foi bastante modesto heheheh. Entre outras coisas, ele já tocou com Jah Works e DJ Fathead (no show "Rock The Beach", em Ocean City Beach); Moby e Roni Size no "Arezzo Wave Festival", na Itália; tocou no "Montreaux Jazz Festival", na Suécia; e com D'Angelo, e Sultana (uma cantora de hip-hop da Turquia. Muito dez! Tava conversando com ele outro dia e mencionei que tinha ouvido algumas coisas e adorado. Ele respondeu: "É minha amigona! Fizemos turnê juntos ano passado"). Really cool! :P
Não sei se vocÊs repararam no "delay" do blog... Se é que alguém lê essa porcaria. Antes só lia a Karen, mas depois de UM MÊS E DEZ DIAS sem absolutamente nada postado, ela dele ter se cansado. ^_^ Outro dia, no #trails (num momento incrivelmente nostálgico, quando falávamos do que passamos - leia-se: rimos - juntos desde 96, e outras besteiras prós), o Windblow me disse algo interessante: "90% dos blogs só tem merda. Mas alguém ainda deve tá lendo, porque o Blogger continua ganhando dinheiro assim mesmo". Então até me empolguei de voltar a brincar ^_^.
Esse último textinho eu escrevi hoje de manhã. Acordei mais cedo do que eu esperava, e mais empolgado do que imaginei. Tudo parece estar seguindo no rumo certo. Se o dinheiro que tenho guardado estiver rendendo como se espera, e se o maldito avalista pagar pelo menos o IPTU (que totalizaria 15 mil reais, dos mais de 60 mil que ele deve à minha família), bastaria uma conversa franca para convencer minha mãe a me "emprestar" a parte que faltaria pra que eu abrisse meu bar novamente (as aspas são devido ao fato de que grande parte da minha herança - uns 6 ou 7 mil dos aproximadamente 16mil originais - eu gastei com ela, ou com o resto da família, solucionando "problemas de urgência máxima" (leia-se: dívidas inexplicáveis), sem falar que a minha parte da venda do apartamento (que, pelos meus cálculos, deveria ser de no mínimo 8,7 mil) nem passou em frente aos meus olhos, a não ser os trocados que estão rendendo na conta da minha irmã (e sabe-se lá se ela vai ter o caráter de lembrar depois que metade desses trocados são meus) em um investimento de baixo-médio risco, ou o celular que me deram pra ver se eu parava de reclamar (coisa que não aconteceu - não sou tão facilmente comprado). Ixi! Já fiquei pessimista ^_^. Que nada! Tudo vai dar certo. Vou ter a grana pra abrir o bar, antes da data prevista, e já parece que arrumei um sócio (um cara que tem experiência também, tanto em trabalhar com esse tipo de coisa, quanto em se foder por causa disso). Se tudo correr nessa mesma onda, metade do ano minha irmã está indo a NY fazer um rápido estágio com meu tio (http://www.ilhanersahin.com), e volta logo em seguida com notícias sobre o "Nooble", o bar adjacente à gravadora que ele está montado por lá, e que deve abrir escritório em Florianópolis perto de agosto (e no fim do ano, um bar adjacente aqui também, gerenciado por este que vos escreve).
^_^
Luciana estava entediada. Se mudara para Florianópolis há dois meses, para estudar, e ainda não tinha praticamente nenhum amigo, e conhecia muito pouco da cidade. Sentou na frente de uma loja, ao lado do colégio onde se matriculara para um se preparar para o vestibular, e reparou num rapaz de calças largas e cabelo pintado, que conversava com um grande grupo de pessoas, falando alto e rindo. Encontrou-se rindo sozinha, devido ao “estilo” do fulano, e se assustou ao perceber que ele vinha em sua direção.
“Oi”, disse o rapaz, “você parece chateada com alguma coisa... Que tal esfriar a cabeça se divertindo um pouco?”, e lhe entregou uma caixinha de fósforos, daquelas feitas de papel, e que geralmente têm nomes esdrúxulos de motéis estampados na frente.
Luciana aceitou, meio constrangida, e deu ao rapaz um sorriso meio bobo, esperando ele ir embora. Lutando contra a vontade de jogar os fósforos na lixeira mais próxima, baixou os olhos e leu o que estava escrito nela: “Um Lugar Legal! Som legal, Gente legal, Cerveja barata!”, e um endereço.
Ficara curiosa, e desde que viera para a “Ilha da Magia”, praticamente não havia saído de casa, não fosse para ir ao supermercado ou ao colégio. Sugeriu à menina com quem dividia apartamento, tentando fingir uma certa falta de empolgação, que saíssem para dançar, respirarem outros ares, que não aquele mesmo cheiro de sempre de livros sobre a mesa e dinheiro na escrivaninha para o aluguel.
O tal “Lugar Legal” ficava no centro, a umas duas quadras de distância do terminal de ônibus, por isso foi bem fácil para as duas encontrarem o lugar. Na entrada, algumas pessoas conversavam alto, rindo mais alto ainda, e um homem grande e barbudo guardava o que obviamente era a entrada do local.
Quando se aproximaram, o mesmo rapaz de cabelo pintado (e calças agora não tão largas) percebeu Luciana, e veio falar com ela. “Você veio”, ele brincou, e pegou Luciana de surpresa ao perguntar sua idade. “Dezoito”, ela respondeu, gaguejando um pouco. “Essa menina linda está com você?”, perguntou também, e obteve resposta afirmativa.
Perguntou o nome das duas, e pediu pra ver as identidades. Segurando-as em cima de uma prancheta, anotou algumas coisas numa folha de papel, e disse: “Vocês duas são minhas convidadas especiais hoje”, e se virou para o porteiro. “Leonardo!”, ele gritou, “Deixa essas duas entrarem”, e antes que elas passassem pelo gigante para subir por uma escada estreita, o rapaz avisou: “Se quiserem beber alguma coisa, logo na entrada tem um caixa vendendo as fichas. Vocês vão ter de apresentar a identidade pra pegar uma fitinha de consumação. Sem essa fitinha, ninguém vai vender nada alcoólico pra vocês”, e piscando um dos olhos, devolveu-lhes as carteiras de identidade, que elas por pouco não esquecem com ele.
Ao fim da escada, as duas amigas interromperam uma rápida conversa, talvez ainda surpresas com o local, talvez por perceberem a dificuldade de um diálogo prolongado naquele ambiente. Um som rápido e pulsante, que pouco se fazia escutar da rua, fazia as paredes vibrarem, e uma multidão de pessoas de penteados diversos dançava e pulava, algumas delas segurando pequenas garrafas de cerveja, ou copos com “drinks” coloridos.
Dirigiram-se ao caixa, com as identidades ainda à mão, e compraram algumas fichas. No bar, duas moças e um rapaz bem vestidos dançavam e serviam agilmente a várias pessoas que se acotovelavam à frente de um balcão. Um pequeno cardápio colado ao mesmo apresentava o nome de várias bebidas, e Luciana resolveu experimentar um “Orgasmo”, apesar das gozações de sua amiga quanto ao nome do drinque.
Na pista de dança, um DJ brincava com o público, atrás de uma mesa cheia de equipamentos e televisões que passavam imagens de computador, e desenhos japoneses. A combinação de luzes e som rápido dominavam as pessoas, levando-as a uma euforia conjunta, cantando e dançando, sem uma combinação precisa de passos ou ritmo.
A certo momento da noite, a amiga de Luciana passava mal, tendo dosado mal a quantidade de bebida, ou mesmo a combinação entre elas. Sentaram-se as duas em um confortável sofá, em uma sala adjacente sem tanto “barulho”, onde casais se beijavam, em outros sofás, ou inclusive no mesmo sofá onde estavam as duas. Próximo dessa sala, havia uma outra com várias máquinas de fliperama, e Luciana observou que a maioria das pessoas dessa sala não usavam a “fita de consumação”, logo deduziu que eram menores de idade, impossibilitados de beber nada além de refrigerantes, e se viu rindo sozinha, mais por bobagens que lhe passaram pela cabeça, que por desdém.
Chegar em casa não fora difícil. O terminal de ônibus era perto o suficiente para que Luciana não tivesse de “carregar” a amiga por muito tempo, e já quase amanhecia no horário em que foram embora, não tendo que esperar mais que alguns minutos para a saída do próximo ônibus.
Na manhã seguinte, atordoada, a amiga de Luciana falava mal do lugar, irritada com a própria ressaca. Luciana tentou lhe contar sobre as pessoas que conhecera, as músicas que dançara, os números de telefones que haviam lhe dado, mas a amiga mal ouvia. Estava claro que não havia possibilidade de irem novamente para lá. Na semana seguinte, Luciana foi sozinha.