Naked Girls

Videoclipe bacana dos franceses do Make The Girls Dance.


Descobri meio tarde. Parece que já está "viralizando" há coisa de uma semana, mas achei por acaso, enquanto buscava sobre uma campanha antiga (de 2007) da JBS (fabricante de cuecas dinamarquesa) que gosto muito: "Men don't want to look at naked men". O conceito inverte o velho hábito de se mostrar homens semi-nus em anúncios de cuecas, ao invés disso exibindo lindas garotas em ponto de bala. As fotos abaixo fazem na verdade parte da segunda de três campanhas, todas explorando o mesmo tema. A primeira e a segunda (que podem ser vistas aqui e aqui) mostram mulheres semi-nuas em situações masculinas: tomando cerveja no sofá, barbeando-se ou lendo o jornal no banheiro.






A campanha acabou sendo cancelada devido às fortes críticas de sexismo, sendo substituída por uma versão um pouco mais comportada. Infelizmente, uma rápida visita ao site da empresa revela que mesmo a menor influência desse conceito genial foi deixada pra trás há muito tempo.

Pagando bem...


Na minha época de faculdade falava-se muito das agências "prostituídas", aquelas que topam qualquer coisa por dinheiro. Mas nunca tinha visto uma agência de fato vestir a carapuça, como fez a DS One.
Todo o conceito do site remete a sexo (principalmente o pago), desde a fumaça de cigarro ao fundo e a trilha sonora de Barry White até a descrição safada dos serviços prestados. Aliás, troféu jóinha pros perfis da equipe em formato de anúncio sexual.

Alegria de Pobre IV

A Contos da Madrugada, revista independente criada por mim e que publico com o Daniel Esteves (Nanquim Descartável) e o Cadu Simões (Homem-Grilo), foi indicada ao Troféu HQMix na categoria de Melhor Publicação Independente Especial. Concorrendo na mesma categoria estão os trabalhos de muitos amigos, como o Consequências (Caio Majado), Muertos (Daniel Pereira), Eterno (Felipe Cunha), Depois da Meia-Noite (Laudo & Omar) e o Subterrâneo Especial (do Will, Marcos Venceslau e companhia), então a disputa será bastante acirrada. Mas, pra quem chegou em Sampa fazem nem dois anos e estava tão distante dessa produção insana de quadrinhos que há por aqui, só de ter sido indicado e, mais, ao lado de tanta gente boa (e talentosa), já inspira pulos de alegria e pelo menos uma cervejada de comemoração.

A entrega dos prêmios acontece no dia 7 de agosto no SESC Pompéia, em São Paulo.

Abaixo, a lista completa dos indicados.

1 Desenhista Nacional

1 Fábio Lyra ("Menina Infinito" - Desiderata)
2 Fábio Moon e Gabriel Bá ("Descobrindo São Paulo" - revista Época SP)
3 José Aguiar ("Quadrinhofilia" - HQM)
4 Jozz ("Circo de Lucca" - Devir)
5 Laudo ("Revolução Russa" - Escala Educacional; "Depois da Meia-noite" - Independente
6 Rafael Grampá ("Mesmo Delivery" - Desiderata)
7 Samuel Casal ("Prontuário 666" - Conrad)

2 Desenhista Estrangeiro

1 Darwyn Cooke ("Spirit" - Panini)
2 Frank Quitely ("Grandes Astros Superman" - Panini)
3-David B (Epiléptico – Conrad)
4 Duncan Fegredo ("Hellboy" - Mythos)
5 Liniers ("Macanudos" - Zarabatana)
6 Enrico Marini ("Predadores" - Devir)
7 Niko Henrichon ("Leões de Bagdá" - Panini)

3 Roteirista Nacional

1 André Diniz ("Coleção História e Filosofia em Quadrinhos" - Escala Educacional)
2 Adriana Brunstein e Samuel Casal ("Prontuário 666" - Conrad)
3 Daniel Esteves ("Nanquim Descartável" - Independente; "Front" - Via Lettera)
4 Cadu Simões ("Nova Hélade" - Independente Garagem Hermética - Independente)
5 Fábio Lyra ("Menina Infinito" - Desiderata)
6 Fábio Moon e Gabriel Bá ("Descobrindo São Paulo" - revista Época SP)
7 José Aguiar ("Quadrinhofilia" - HQM)

4 Roteirista Estrangeiro

1 Alan Moore ("Promethea" - Pixel)
2 Ai Yazawa ("Nana" - JBC)
3 Brian Wood ("DMZ" - Panini; "Local" - Devir)
4 Charles Burns ("Black Hole" - Conrad)
5 David B. ("Epiléptico" - Conrad)
6 Geoff Johns ("Lanterna Verde"; "JSA" - Panini)
7 Grant Morrison ("Grandes Astros Superman" - Panini)

5 Desenhista Revelação

1 Bruno D’Angelo ("O Catador de Batatas e o Filho da Costureira" - JBC)
2 Danilo Beyruth ("O Necronauta" - Independente)
3 Marlon Tenório ("Os 303 de Esparta" - Independente)
4 Olavo Costa ("O Contínuo" - Independente)
5 Hemeterio ("Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil" - Conrad)
6 Pablo Mayer ("A Casa ao Lado" - HQM)
7 Tulio Caetano ("Dr. Bubbles & Tilt" - Zarabatana)

6 Roteirista Revelação

1 Alex Mir ("Tempestade Cerebral" - Independente)
2 Dalton Correa Soares ("O Contínuo" - Independente)
3 Leandro Assis e Hiroshi Maeda ("O Cabeleira" - Desiderata)
4 Marlon Tenório ("Os 303 de Esparta" - Independente)
5 Olinto Gadelha ("Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil" - Conrad)
6 Ricardo Giassetti ("O Catador de Batatas e o Filho da Costureira" - JBC)
7 Rodrigo Alonso ("Eterno" - Independente)

7 Ilustrador Nacional

1 Adams Carvalho (Folha de São Paulo)
2 Alarcão (livros infantis)
3 Éber Evangelista (revista Aventuras na História)
4 Fernando Vilela (livros infantis)
5 Kako (revista Aventuras na História)
6 Odilon Moraes (livros infantis)
7 Weberson Santiago (Folha de São Paulo, revista Getúlio)

8 Tira Nacional

1 Amely (Pryscila Vieira - PubliMetro)
2 Chiclete com Banana (Angeli - Folha de São Paulo)
3 Mulher de 30 (Cibele Santos - PubliMetro)
4 Níquel Náusea (Fernando Gonsales - Folha de São Paulo)
5 Quase Nada (Fábio Moon & Gabriel Bá - Folha de São Paulo )
6 Piratas do Tietê (Laerte -Folha de São Paulo)
7 Preto no Branco (Allan Sieber - Folha de São Paulo)

9 Web Quadrinhos

1 Candyland - Capital -http://candyland.com.br/candyland_comics/?p=413〈=br
2 Clube da Esquina - http://www.museudapessoa.net/clube/exp_hq.htm
3 Exploradores do Desconhecido - http://exploradoresdodesconhecido.wordpress.com
4 O Homem Nu - http://4mundo.com/2008/08/o-homem-nu
5 Meu Mundo Nosso - http://www.quantaacademia.com/quantoon/mundo.cfm
6 Quadrinhos Ordinários - http://rafaelsica.zip.net
7 Rei Emir - http://www.malvados.com.br/emir

10 Publicação Infanto-Juvenil

1 Almanaque da Mônica (Panini)
2 Almanaque Maluquinho - O Japão dos brasileiros (Globo)
3 Hunter X Hunter (JBC)
4 Naruto (Panini)
5 Os Pequenos Guardiões (Conrad)
6 Turma da Mônica Jovem (Panini)
7 Xaxado Ano 3 (Independente)

11 Publicação de Clássico

1 Batman ilustrado por Neal Adams (Panini)
2 Che (Conrad)
3 Chiclete com Banana - Antologia (Devir-Jacaranda)
4 Corto Maltese – As Etiópicas (Pixel)
5 O Surfista Prateado vol. 1 (Panini)
6 Tintim No País dos Sovietes (Cia. das Letras)
7 Turma da Mônica Coleção Histórica (Panini)

12 Publicação de Humor

1 Bone – Estúpidas, Estúpidas Caudas-de-Ratazanas (Via Lettera)
2 Macanudo #1 (Zarabatana)
3 Mad (Panini)
4 Mundo Canibal (Mythos)
5 Níquel Náusea - Em boca fechada não entra mosca (Devir)
6 Piratas do Tietê #3 (Devir)
7 Vale Tudo (Ópera Graphica)

13 Publicação Mix

1 Front #19 (Via Lettera)
2 Front Especial - 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil (Via Lettera)
3 Grande Clã (Independente)
4 Graffiti #18 (Independente)
5 Pixel Magazine (Pixel)
6 Power Trio (Independente)
7 Prática de Escrita (Terracota)

14 Publicação Erótica

1 Cica Dum-Dum (Zarabatana)
2 Clara da Noite (Zarabatana)
3 Clic #3 (Conrad)
4 Emmanuelle (Pixel)
5 Love Junkies (JBC)

15 Publicação de Aventura/Terror/ Ficção

1 100 Balas (Pixel)
2 Delivery Service of Corpse (Conrad)
3 O Garoto Verme (Zarabatana)
4 Leões de Bagdá (Panini)
5 Local (Devir)
6 Mágico Vento (Mithos)
7 Promethea (Pixel)

16 Edição Especial Nacional

1 Aú Capoeirista (Papel A2)
2 O Cabeleira (Desiderata)
3 Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil (Conrad)
4 Menina Infinito (Desiderata)
5 Mesmo Delivery (Desiderata)
6 Noite Luz (Via Lettera)
7 Prontuário 666 (Conrad)

17 Edição Especial Estrangeira

1 Asterix e seus Amigos (Cia. das Letras)
2 Batman – Preto e Branco (Panini)
3 Escombros (Zarabatana)
4 Frango com Ameixa (Cia. das Letras)
5 Hard-Boiled - À Queima Roupa (Devir)Hard Boiled - À Queima Roupa (Devir)
6 Love & Rockets – Pés de Pato (Via Lettera)
7 Revelações (Devir)

18 Publicação Independente de Autor

1 Gatipos
2 Nanquim Descartável
3 Necronauta
4 Macaco Albino
5 Menino Caranguejo
6 Penitente
7 Tempestade Cerebral

19 Publicação Independente de Grupo

1 Avenida
2 Café Espacial
3 Contínuo
4 Garagem Hermética
5 Quadrinhópole
6 Samba
7 Zine Royale

20 Publicação Independente Especial

1 Câncer
2 Consequências
3 Contos da Madrugada
4 Depois da Meia-noite
5 Eterno
6 Muertos
7 Subterrâneo Especial 4

21 Publicação de Tiras

1 Candido Deodato (HGB Comunicações)
2 Macanudo #1 (Zarabatana)
3 Malvados (Desiderata)
4 Níquel Náusea - Em boca fechada não entra mosca (Devir)
5 Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
6 Tiras de Letras – Até Debaixo D’água (Virgo)
7 Under World (Zarabatana)

22 Publicação de Charges

1 34º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
2 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
3 No Bico sem Pena! Brás, 15 anos de Charges
4 O Humor Pai D´Égua (Projeto Cultural Lei A. Tito Filho)
5 O LIvro dos Políticos (Heródoto Barbeiro & Bruna Cantele - Ediouro)

23 Publicação de Cartuns

1 Duke - Desenhos de Humor (Iotti - L&PM)
2 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro (catálogo oficial)
3 Humor Politicamente Incorreto (Nani - L&PM)
4 Ninguém é Perfeito (Jaguar - Desiderata)
5 Millôr - Um Nome a Zelar (Millôr - Desiderata)
6 Radicci - Tem Outro por Dentro (Iotti - L&PM)
7 Tulípio #7 (Eduardo Rodrigues & Paulo Stocker - Independente)

24 Livro Teórico

1 Batman e a Filosofia - O Cavaleiro das Trevas da Alma (Madras)
2 Henfil - O Humor Subversivo (Expressão Popular)
3 História em Quadrinhos - Impresso vs. Web (Unesp)
4 Magia dos Quadrinhos (Edições Bagaço)
5 Nossos Deuses são Super-Heróis (Cultrix)
6 Para o Alto e Avante (Editora Asterisco)
7 Traço a Traço Quadro a Quadro (Editora C/Arte).

25 Projeto Editorial

1 Calendário Pindura 2009 (Pégasus Alado)
2 O Catador de Batatas e o Filho da Costureira (JBC)
3 Dr. Bubbles & Tilt (Zarabatana)
4 História do Brasil, História Mundial e Filosofia em Quadrinhos (Escala Educacional)
5 Powertrio (Mondo Urbano)
6 As Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
7 Turma da Mônica Jovem (Panini)

26 Adaptação para outro veículo

1 Aline (tevê)
2 Batman – O Cavaleiro das Trevas (cinema)
3 O Caderno da Morte - Death Note (teatro)
4 A Noite dos Palhaços Mudos (teatro)
5 Homem de Ferro (cinema)
6 Persépolis (cinema)
7 Hellboy II - O Exército Dourado (cinema)

27 Adaptação para os Quadrinhos

1 Desista! (Conrad)
2 Dom Quixote (Escala Educacional)
3 História do Brasil em Quadrinhos (Europa)
4 O Pequeno Príncipe (Agir)
5 A Revolução Russa (Escala Educacional)
6 Heróis da Restauração Pernambucana (Plublikimagem)
7 Triste Fim de Policarpo Quaresma (Cia. Editora Nacional)

28 Mídia sobre Quadrinhos

1 Banca de Quadrinhos (programa)
2 Bigorna (Internet)
3 Blog dos Quadrinhos (Internet)
4 HQ Além dos Balões (programa)
5 HQ&Cia (programa)
6 Mundo dos Super-Heróis (revista)
7 Universo HQ (Internet)

29 Editora do ano

1 Conrad
2 Desiderata
3 Devir
4 JBC
5 Panini
6 Via Lettera
7 Zarabatana

Pra não dizer que não falei de twitter

Estão dizendo que o twitter "orkutizou". Popularizou, chegou às massas, ganhou o mundo. O que não necessariamente é uma coisa ruim, mas também não necessariamente é uma coisa boa - principalmente se levarmos em conta que essa nova massa twitteira está chegando sem conhecer a ferramenta, sem saber para que ela serve ou que botões apertar. Por mais que esse sangue novo tenha potencial de produzir bom conteúdo, a grande probabilidade é que essa galera só gere - pelo menos num primeiro momento - ruído.
E é por isso que resolvi dar aqui meus 15 centavos sobre twitter, minhas impressões da ferramenta e das possibilidades que ela traz. Não é um post voluntário (falando nisso, meu orientador de tcc e grande amigo, Diego Moreau, fez um post voluntário bacana sobre twitter aqui), é mais um post "Maria vai com as outras", uma vontade de opinar sobre o que todos estão opinando.
Bom, conheci o twitter em idos de 2007, quando ainda morava em Florianópolis e cursava Publicidade, graças ao Pedro Markun, que mais tarde viria a ser meu chefe e padrinho de casamento (e que também, anos antes, me apresentou ao orkut, ou seja, ele nunca foi boa influência). Como muitas das roubadas em que ele me mete, tudo começou com um link.

- Olha que demais!
- Que é isso?
- É uma rede social onde as pessoas falam, em 140 caracteres, o que estão fazendo nesse exato momento.
- Ah... legal. E pra que serve?
- Também não sei ainda, mas acho que isso tem um puta futuro. E ainda vou achar um jeito de ganhar dinheiro com isso.

No que se refere a ganhar dinheiro, lamento dizer, ele ainda está tentando. Quanto ao potencial do twitter, ele não podia estar mais certo. No final daquele mesmo ano vim a São Paulo passar alguns dias, conhecer a empresa e fazer um pouco do bom e velho networking. A importância do twitter nessa última tarefa me surpreendeu. Nos barzinhos da prainha paulista a frase mais ouvida era "vou começar a te seguir" ou o (urgh!) tradicional "vou te folear". Em duas ou três visitas ao bar tripliquei minha rede de seguidores e seguidos. Logo já estava recebendo e enviando tweets pelo celular, instalando a extensão twitterfox e testando twirls e similares. Fui assimilado.
A minha "iniciação" na brincadeira, no entanto, foi muito parecida com o que ocorre com todos que tem o primeiro contato com o orkut: fui atrás de quem eu conhecia. Passei a seguir até gente que eu não suportava, mas que pelo menos sabia quem eu era e provavelmente ia me seguir de volta. Fiz um #mimimi e forcei amigos que não me seguiam ainda a passarem a fazê-lo (e parei de segui-los semanas depois ao organizar a baderna que se instaurava). E, apesar de criticar hoje quem faz isso (mais por arrogância que por outra coisa, claro), penso que não há forma melhor. A grande vantagem do twitter sobre outras redes sociais e ferramentas estranhas da web 2.0 é a capacidade de cada um de filtrar o conteúdo. O twitter se assemelha muito, IMO, ao bom e velho IRC, onde conversas paralelas aconteciam o tempo todo, envolvendo diferentes quantidades de participantes (inclusive, como no twitter, muitos não falavam com ninguém, meramente falavam). Diferentemente dos velhos canais de bate-papo, no entanto, no twitter você decide quais linhas de texto quer ler, e quais vai ignorar. É bastante comparável, referenciando mais uma vez o Markun, a uma mesa de bar: você estar sentado ao lado de uma pessoa não quer dizer que ela está lhe escutando. Não quer dizer nem que ela o conhece, dependendo do tamanho da mesa (já fui a alguns #nobs onde era difícil lembrar o nome de todos os presentes).
Mas pra que serve o twitter? Ora, acho que ele serve pra quase tudo.

Tirei esse screenshot enquanto escrevia esse post. Percebam: o @brunobarreto fala do que acabou de comer e aproveita pra anunciar o que comerá amanhã (referenciando a "@" que lhe passou a dica); o @limareis conversa com alguém que eu não sigo sobre algo que eu não faço idéia o que seja; a @tativiana fala com a parede, aparentemente uma parede bilíngue... Enfim, cada um faz da ferramenta o que melhor lhe apetece. Eu, particularmente, adoro o potencial de difusor de notícias do twitter. Quando houve um terremoto em São Paulo, por exemplo, os twitteiros noticiaram muito antes de qualquer portal. Horas antes dos grandes veículos tocarem no assunto, já se via centenas (quiçá milhares) de tweets dizendo em que regiões e cidades se pôde sentir o tremor, e o que passou pela cabeça das pessoas naqueles momentos. Quando um avião caiu em Denver, Colorado, o primeiro a noticiar foi um twitteiro, de dentro do avião. Isso sem falar do cara que foi preso no egito enquanto cobria um protesto e conseguiu alertar seus seguidores twittando do celular.
Outra característica bacana do twitter é o alcance do conteúdo, diretamente definido pela sua relevância. Explico: se você envia um tweet sem importância, ou, melhor, ao qual outras pessoas não dão importância, ele se perde, vira ruído. Agora, se você produz um conteúdo interessante o bastante para ser retweetado, ele ganha relevância e alcança pessoas muito além da sua rede de seguidores. Um "@" presente naquela imagem ali de cima prova isso. O @brunobarreto hoje trabalha comigo na Nunklaki Comunicação, como desenvolvedor, e foi contratado graças ao twitter. Eu não o seguia, ele não me seguia, mas twittei a vaga e ele, de outro lado, twittou que estava sem emprego. Depois de retweets e mais retweets, a vaga chegou a ele, e o candidato chegou a mim. Aliás, o @limareis conseguiu o emprego quase do mesmo jeito, com a diferença que já nos conhecíamos e seguíamo-nos.
Em resumo, no twitter você pode:

- Anunciar updates do seu blog;
- Publicar notícias curtas;
- Trocar links interessantes;
- Falar com a parede (e às vezes obter uma resposta);
- Buscar emprego;
- Organizar flashmobs, idas ao bar, festas e outras muvucas;
- Falar mal do Lula;
- Comprar briga com alguém que falou mal do Lula;
- Contar piadas;
- Fazer #mimimi;
- Etc (considere aqui tudo o que você conseguir fazer com 140 caracteres).

Sobre enchentes, mídia e consequências

Desde que me mudei para São Paulo e consequentemente fiquei sem tv por assinatura que o sensacionalismo da mídia do sudeste me abisma. Como bem representou um chargista, 2008 pode ser resumido em duas imagens.
A nova pauta em todos os jornais, impressos e televisivos, é a tragédia provocada pelas enchentes de Santa Catarina. O Vale do Itajaí se transformou na nossa New Orleans e não faltaram celebridades tentando assumir o papel da Oprah brasileira, indo pessoalmente cobrir o drama dos desabrigados e tentar arrancar lágrimas e pontos de ibope do público no outro lado da telinha. Já nos primeiros dias lembro do Datena pedindo aos telespectadores que não mudassem seus planos de verão e contando uma nada interessante passagem de quando encontrou uma outra celebridade também a caminho de Florianópolis. Não teria sido melhor ficar calado?
Florianópolis é uma cidade que - mesmo muitos discordando dessa limitação administrativa - sustenta-se em grande parte graças ao turismo. No verão, parecem haver mais paulistas e argentinos em suas prais que catarinenses propriamente ditos. Dois meses atrás eu ouvia planos de todos os lados sendo feitos por amigos e colegas de trabalho, planos sobre o verão fantástico que iam passar em Floripa. Hoje, são poucos os que ainda pretendem fazer a viagem.
E eu percebo que a culpa disso tem muito a ver com uma irresponsabilidade midiática na hora de narrar os fatos. Só o que se lê nas manchetes é "Santa Catarina", "Santa Catarina", "Santa Catarina". A impressão que se tem é que Santa Catarina afundou no mar e agora só se vai de Curitiba a Porto Alegre a nado. No geral, as justificativas que tenho ouvido para essas mudanças de planos caem em duas categorias: 1) "Não tem mais nada lá, tá tudo alagado!", impressão totalmente equivocada, já que Floripa praticamente não foi atingida; e 2) "Ah, não vai mais ninguém", que acaba sendo consequência da primeira. Eu até tento brincar com a situação: "Floripa sem paulistas? Vai ser o melhor verão da minha vida"; mas a verdade é que me dói a cabeça tentar imaginar os danos que essa imagem errada irá causar para a economia local. Isso sem falar em todas as muitas outras regiões, fora do meu universo-umbigo, que também não foram atingidas e dependem tanto do dinheiro do turismo. Ou mesmo das regiões atingidas, que também seriam beneficiadas por essa riqueza injetada no tesouro estadual.
E assim segue o sudeste... Trocando belas paisagens e um sol à beiramar pelo ar irrespirável e as praias impróprias para banho do litoral paulista.

НАГГЕТСЫ курцные ТРАДИЧИОННЫЕ





Ainda não sei se é piada ou se a história confere, mas aparentemente um amigo de Floripa encontrou a caixa das fotos acima num mercadinho próximo ao Colégio Energia. A teoria mais aceita até agora é a de que, com a destruição do porto de Itajaí (que fui descobrir nos telejornais que sozinho representa 4% do pib nacional), estão desovando no mercado interno produtos que em outras circunstâncias iriam para os países que importam do Brasil.
De qualquer forma, fica como curiosidade. E, sim, o idioma é russo. A primeira palavra significa "nuggets".

Meninas Más - Edição 01



Esse foi um fanzine que publiquei em idos de 2005 com o apoio de Erick Lustosa e Emir Ribeiro, numa panelinha que chamávamos de "CooHQ" (ou, Cooperativa Brasileira de Histórias em Quadrinhos). A idéia do MM era trabalhar em conjunto com o Martelo, do Erick. Enquanto Martelo trazia clássicos do terror nacional, Meninas trazia somente personagens femininas do mesmo gênero.
O zine teve duas edições, distribuídas praticamente só entre amigos e conhecidos das HQs. A terceira edição começou a ser produzida mas ficou suspensa, principalmente por falta de tempo. Quam sabe um dia...

Boemia


Eu e Cadu Simões, segundo a interpretação semi-bêbada e à luz negra do Gil Tokio. Pra quem tiver dúvidas, o sujeito com mais cara de "manda a xaidêra" sou eu.
Por enquanto as únicas provas de que aquela noite existiu são os guardanapos desenhados pelo Gil (que incluem a donzela retratada abaixo, minha adorável esposa). Lembro-me vagamente de flashes, e rezo pra que as fotos que resultaram deles não venham a público tão cedo.

Constatações e interpretações

Assistindo, ontem, ao Jornal Hoje, me surpreendi em como o jornalismo pode ser tendencioso. É uma verdade já constatada há tempos, claro. Mas cada caso novo me deixa abismado. Como podem não ver isso os recém-saídos da UFSC, cheios de idéias e ainda vivendo na ilusão de mudar o mundo pela divulgação imparcial dos fatos? Eu é que sou o "vendido", o "falso", o "anti-ético", simplesmente por ter escolhido um ramo da comunicação mais voltado para o mercado.
Parafraseando um professor de jornalismo que em certa palestra se deu conta do desgosto que tinha pelos futuros colegas de trabalho, o que falta ao publicitário e sobra ao jornalista é a hipocrisia.

(...)

Foi divulgado o resultado do Enad (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Segundo a "matéria" do JH, o troféu joinha vai para as universidades públicas. Palmas para nossos governantes, que às vésperas de uma nova eleição conseguiram mostrar em rede nacional que um sistema de educação totalmente sucateado e atrasado ainda consegue dar caldo. Coincidentemente a região Sul, lá de onde venho, teve a maior porcentagem (27,9%) de cursos universitários com conceitos 4 e 5 (os melhores), e a menor de cursos com conceito 1 e 2 (os piores). Ou seja, catarinas, paranaenses e gaúchos são fodas quando se fala em educação. O curioso é que, pelo menos em Santa Catarina, não há tantas faculdades públicas assim. Temos a UFSC e a UDESC. Qual mais? Esqueci de alguém? Já faculdades particulares temos, pelo que me lembro, mais de vinte só na Grande Florianópolis, e esse número cresce a cada ano. Mas deixemos de achismos e vamos aos fatos:

Segundo a wikipedia há 12 universidades públicas no Paraná (UFPR, UTFPR, UEL, UEM, UEPG, UNICENTRO, UNIOESTE, UENP, FAP, FECEA, FECILCAM e EMBAP). Já particulares são 21 instiuições, mais uma internacional.
No Rio Grande do Sul a diferença é ainda maior. São 8 públicas (UFRGS, FURG, UFPel, UFSM, UNIPAMPA, UFCSPA, EAFA e UERGS) e 29 particulares.
Em Santa Catarina, são 4 públicas (eu havia esquecido de contar a USJ, da Prefeitura de São José e o CEFETSC, antiga Escola Técnica) e 20 públicas. Faltam na lista as faculdades Decisão, Dom Bosco, IES e UNICA. Novamente, se esqueci alguma, me avisem. Das 20 listadas, 7 estão registradas como "Fundações públicas sem fins lucrativos". Quem conhece a mensalidade de uma UNISUL ou FURB não vai discordar de eu incluí-las na contagem das particulares.

Ou seja, das 98 instituições de ensino superior existentes na Região Sul, 74 são particulares, ou 72% do número total.

Como bem mostrou a reportagem do JH, por mais precisos que sejam os dados eles são interpretados da forma que melhor convém, preferencialmente citando só os números que interessam.

(...)

Qual a sua interpretação?

Alegria de pobre III

Entrevistei recentemente o Sebastião Seabra, grande ídolo da minha juventude, e quadrinista super-batalhador ou, como diz ele, "PM".

Segue um trecho:

"O ego inflado é o maior entrave dum aspirante a desenhista. Paradoxalmente, os meus melhores alunos têm o ego muito maior que a bunda da namorada deles. São afiados como navalha, mas, lamentavelmente nunca cortarão nem chuchu cozido."

A conversa completa estará, assim que possível, no Nanquim.


 

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