Que tipo de idiota queima o mesmo macarrão duas vezes?
Eu. Sábado é sempre a mesma rotina. Acordo perto do meio-dia, e vou pro computador. O resto da casa, incluindo meu cunhado, que já é quase mais da família do que eu (já berra e bate porta aqui dentro e tudo o mais, atos que quase lhe renderam um soco nas fuças, de minha parte) se arruma e vai almoçar na casa da minha avó, a mesma avó com quem eu faço questão de não trocar mais uma palavra que seja, de tão irritado que estou das insinuações cretinas dela sobre a saúde da minha mãe (querendo sempre dizer que eu e minha irmã somos os responsáveis por todos os problemas, quando é sabido que foi ela quem teve toxoplasmose durante a gravidez). E eu fico aqui, no computador.
Coloco algo no fogo, e fico cuidando, afinal, o quarto do computador é do lado da cozinha. O grande problema, é que hoje, especificamente, o computador resolveu dar (mais um) problema. Não bastasse ele não estar reconhecendo o CD e o CD-R a uma semana , agora ele resolveu reconhcer o CD-R... no lugar do HD. Muito legal!. Abri a máquina, mexi nos jumpers, cabos, bla bla bla, tava tudo certinho. Brinquei uma meia hora com a bios e nada. Resolvi mandar às favas, botei o macarrão no fogo, e fui ver tevê.
Bom... A tevê fica longe da cozinha... E eu tenho o péssimo hábito de esquecer da vida quando estou vendo algum filme que me parece interessante. Muito tempo depois, minha irmã gritou que a porcaria do macarrão estava queimando. Corri, apaguei o fogo, dei uma mexida. Tudo bem. Só secou a água e grudou um pouco no fundo. Ainda não estava bem cozido, então coloquei mais água e voltei a ver tevê. Muito tempo depois, comecei a ouvir estalos. Era o fundo da panela torrando. Joguei os restos carbonados do que era o meu almoço no lixo, peguei outra panela, coloquei mais água, coloquei mais macarrão, e fui ver tevê. Dessa vez lembrei de levantar da cama de vez em quando para verificar.
Certa hora minha mãe chegou em casa e sua primeira frase foi: "tem alguma torneira aberta?". Não era torneira. Era o barulho do meu macarrão queimando de novo. Consegui salvar metade, joguei em outra panela com um pouco de manteiga, e cobri com queijo ralado, o suficiente para o gosto do queijo esconder o gosto do macarrão.
Peguei um iogurte (sobremesa. Já peguei antecipado, para não ter de voltar à cozinha), garfo, faca e colher (para o iogurte, claro), e fui ver tevê. Depois de ver uns dois ou três filmes pela metade, voltei para o computador e, MILAGRE, ele achou o HD.
Devido à atual situação financeira (bolsos às traças), a solução de hoje é ficar em casa bebendo vodka e brincando no computador. Enquanto fazia alguns novos desenhos, lembrei de algo que não se vê nesse blogue a muito tempo: FANSIGNS! Por isso fiz um fansign em homenagem à Julia, que eu não vejo faz tempo, mas que ainda é muito querida.
Apesar de parecer meio parado, já que não atualizo o Guia Completo do Homem a um bom tempo, e o tal manga apocaliptico parece que não sai nunca... Minhas ambições quadrinhísticas vão de vento me popa. Atualmente, tenho trabalhado em quatro roteiros, ainda à procura de desenhistas (venho tentando subornar o Walério para desenhar dois deles, mas tá começando o verão e fica mais difícil, porque o movimento do estúdio triplica e, como diz ele, "não tenho tempo nem pra cagar, quanto mais pra desenhar"). São eles:
Ano Domini: Um garoto vai ao velório do pai de um amigo, e acaba sendo pego num fogo-cruzado entre Deus e Diabo. Deus é um moleque de quinze anos, malcriado e mulherengo, com duas pistolas automáticas e muita malícia. Apesar da idéia ter surgido como mini-série, acabei dando uma enxugada pra caber em vinte e quatro páginas. É o roteiro mais avançado que tenho. Está quase pronto.
World of Children: Título temporário. Num futuro distante, uma epidemia atinge a população mundial e em questão de uns cinco anos, dizima toda a população adulta da Terra. Por algum motivo, as crianças parecem nascer imunes à doença. Os povos antigos, nos primórdios da civilização, se surpreendiam com o fogo e as forças da natureza, e chamavam isso de Deus. As crianças deste novo mundo crescem sem ninguém para controlá-las, sem leis, sem Deuses, e com o poder de destruir um prédio em segundos, ao apertar dois ou três botões.
O Mão de Ferro: Esse roteiro começou com uma brincadeira, onde eu adaptava os principais personagens da Marvel para um cenário brasileiro. O Mão de ferro, ou "o homem da mão de ferro", é Antônio, filho de um industrial rico, que se fere durante uma manifestação na década de sessenta. A medicina brasileira, bastante atrasada na época, prevê poucas chances de sobrevivência, mas Antônio constrói um dispositivo que mantém seu coração funcionando. Nutrindo um forte desejo de vingança contra os "terroristas" que desafiam o governo militar após o AI-5, Antônio desenvolve uma armadura para ajudar o exército a conter multidões e prender os revoltosos.
Marechal Brasil: Outra idéia que surgiu da safra Marvel Brasil. Quando escrevi a primeira versão, parecia a idéia mais estúpida que eu já tive. Depois de mexer algumas coisas, pareceu a melhor de todas. Novamente, um personagem surgido na ditadura, o Marechal Brasil era o supersoldado brasileiro. Criado com a ajuda de outras nações, como os Estados Unidos, o Marechal Brasil era utilizado em demonstrações militares públicas, ensaiadas, para exibir a glória do exército brasileiro à população. Montado num cavalo branco e de espada em punho, o Marechal Brasil derrubava sozinho cinquenta homens e salvava o dia. Anos após o fim da ditadura, ele agora é um militar aposentado e antiquado, tendo de conviver com um filho adolescente indisciplinado e sarcástico. Apesar da introdução, o resto da história toma um ar mais humorístico, centrado na relação pai e filho. É pra conquistar o respeito do filho, que o Marechal Brasil retoma o cavalo e a espada para sair pelas ruas salvando velhinhas e prendendo ladrões de banco.
O tempo vai passando e eu vou ficando com mais raiva dos e-mails que meu tio me manda... Quero ir morar em NY!!
Vocês já viram o Jack O' Lantern na entrada do Blogger? Mal-feito, porém divertido.
Mudando o assunto, ou melhor, desviando do assunto sem importância que recém-começava. Eu andei pensando bastante sobre mulheres. Sim, mulheres. Por mais que você tente dizer que não se importa, que são todas iguais, que só servem pra uma coisa (e não é cozinhar nem lavar cuecas, porque isso muito homem faz melhor), acaba tendo de admitir que dá mais importância do que gostaria a certas (ou uma certa específica) mulheres.
Ex-namoradas/ex-paixões/ex-amantes/ex-casos/etc são coisas que te deixam bolado muito facilmente. Certo, certo. ME deixam bolado. Semana passada recebi uma ligação de alguém que eu precisava muito ouvir a voz... Só pra essa semana descobrir que ela está de namorado novo. Achei uma foto de uma certa ex-namorada de "cabelos castanho-claros ondulados naturalmente avermelhados", e resolvi salvar no pc, sei lá porque. Encontrei antigos casos na rua... Parece que de uma hora pra outra todas as mulheres por quem eu já me apaixonei resolveram ressurgir na minha vida e jogar na minha cara como estão melhores sem mim.
Mas antes de completar os pensamentos depressivos e ficar chorando em casa "porque eu sou um merda e fim de papo", acabo caindo em mim e, PORRA, pra quê se preocupar? Existem tantas mulheres no mundo, dentre elas tantas mulheres maravilhosas, que é um absurdo alguém ainda ter a crença da "pessoa ideal". Como diabos eu vou encontrar a mulher da minha vida entre 170 milhões de brasileiros? E que diremos entre sei lá quantos bilhões de terrestres/terráqueos/humanos/seja lá como os etêzinhos nos chamem? A mulher perfeita está ali, na próxima esquina. Mas se você chegar atrasado, na outra esquina tem outra mulher perfeita. Nas últimas duas semanas conheci pelo menos seis mulheres perfeitas. Desde a motoqueira que fala pelos cotovelos, a jogadora de futebol viciada em Anne Rice, a atriz que odeia os pais e gosta de dançar, etecetera. Nenhuma delas me deu bola. No entanto o ponto não é esse. O ponto é: se existem mulheres assim no mundo, existem tantas outras, das quais, uma, ao menos, vai olhar pra mim de modo mais carinhoso. Ou vinte e cinco delas! Que se foda!
Até lá a gente continua festejando, bebendo, fumando, e rindo muito.



