Agora vem o sábado... Ai, o que dizer de sábado? Demorei a achar um vestido que não me deixasse tão gordo, procurei minha meia-calça por tudo, sem sucesso, e puxei a samba-canção até embaixo do peito, pra tampar minha bunda, que ficava totalmente à mostra naquele vestido minúsculo. Não fiquei exatamente feminino hehehe, ainda mais com aquela barba mal feita e aquele pano amarrado na cabeça (pra prender a maldita peruca). Quando estávamos indo pra festa, alguns caras na rua me chamaram de "Axl Rose" hehehe.
Pra variar, bebi mais do que devia, gastei mais dinheiro do que podia, e dei mais toques no celular da Cris do que seria suportável. Cruzei com a irmã dela pouco depois que cheguei, e contive um "porka!" no canto esquerdo do lábio, coçando a garganta, quando reparei que ela usava a mesma roupa do dia anterior (espero que pelo menos tenha dado uma lavadinha, depois de sambar a noite toda).
Junto com ela estava uma pessoa desconhecida. Extremamente desconhecida e de existência ignorada. Não reparei no rosto, não perguntei o nome, não me dei ao trabalho de me apresentar e sequer dei um mínimo "oi". Surpreendeu-me então, a importância que a fulana me deu, tendo feito o que fez mais tarde.
Um par de horas depois, a Cris chega. Atravesso uma selva de braços peludos e saias bregas até conseguir encontrá-la, e depois de um "oi, amor", já estava grudado nos lábios dela, pra matar a saudade insuportável de pouco mais de 15 ou 16 horas separados. Pausa rápida pra comprar mais uma cerveja vagabunda a um real, e a tal desconhecida resolve ter um papel mais ativo nesta mini-novela mexicana, e pergunta, com expressão assustada: "Como pudesses ficar com ele depois de ele ter agarrado outras duas?". Não é preciso dizer que a cabecinha confusa da Cris foi parar na lua.
Volto pra mais uma rodado de apelidos carinhosos e beijos na boca e pescoço, quando a Cruela Cruel do meu lado faz fofocas ao vento que por ali passava, e tais fofocas voam aos ouvidos da minha amadinha: "Putz! Que bicho cara de pau... tava até agora com outra..."
Na mesma hora me tornei um indesejado, um monstro, um ser que dava ânsia só de estar próximo, respirando perto dela. Já um tanto quanto entorpecido, e pego de surpresa, não entendi absolutamente nada, e jamais imaginaria que pudesse ter chego aos ouvidos dela uma mentira tão absurda.
Diversas ligações telefônicas (casa e celular), conversas pelo ICQ, pvts no mIRC, e nos entendemos. Deixei claro que jamais faria aquilo, repeti muitas e muitas vezes o quanto gostava dela, e que não entendia como alguém que não me conhecia podia ser tão cruel a esse ponto, ou tão cega pra pensar ter visto eu fazendo alguma coisa. Ela acreditou, me disse várias coisas que me deixaram mais tranquilo, "fizemos as pazes", por assim dizer... E então terminamos. Ponto.

0 Comments:

Post a Comment




 

Copyright 2006| Blogger Templates by GeckoandFly modified and converted to Blogger Beta by Blogcrowds.
No part of the content or the blog may be reproduced without prior written permission.